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SOLA SCRIPTURA

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça (2 Tm 3:16).

Um dos princípios centrais resgatado pela Reforma Protestante do Século 16 é a suficiência das Escrituras. Com isso, os Reformadores enfatizaram que somente a Bíblia é a única autoridade infalível dentro da Igreja: somente as Escrituras são incondicionalmente autoritativas. Assim, quebrava-se o jugo do Papado e das tradições da Igreja que o romanismo colocava (e ainda coloca) no mesmo nível de autoridade das Escrituras.

Entretanto, um dos problemas fundamentais entre muitos cristãos do século 21 é a relativização da Bíblia como Palavra inspirada, autoritativa, inerrante e suficiente de Deus. Tanto do ponto de vista teórico como vivencial, uma visão relapsa sobre este ponto implica na derrocada teológica e espiritual da Igreja.

John MacArthur, no livro Pense biblicamente! (Edições Hagnos), esclarece o sentido do termo “suficiente”: “O que queremos dizer quando afirmamos que a Bíblia é suficiente? Queremos dizer que a Bíblia é um guia adequado para todas as questões de fé e conduta.

As Escrituras nos apresentam toda a verdade de que precisamos para a vida e a espiritualidade. Ou como dizem as palavras da Confissão de Fé de Westminster (Capítulo 1, VI): “Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens”.

Calvino assegura que “A igreja de Deus será educada pela pregação autêntica de sua Palavra, e não pelas invenções dos homens [as quais são madeira, feno e palha]”.

Na celebração dos 500 anos da Reforma Protestante, o princípio da suficiência das Escrituras deve ser resgatado- contra a tirania das tradições humanas e a favor de um Cristianismo purificado de todas as invenções e crendices!

Rev. Alain Paul | Publicado no boletim 1049– 29 de outubro de 2017.

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