Ainda não há comentários

Quem ama corrige

Há muito a igreja sucumbiu à filosofia mundana do que é o amor. Talvez isso se deva aos romances televisivos ou as expressões amorosas vistas no cinema. O fato é que ele foi colocado sobre um pedestal e adorado por muitos. Ele se tornou a medida de todas as coisas. É ele quem define o que está certo ou errado, mas o mesmo não se submete a nenhuma regra. Se algo foi feito em nome do amor, então todas as coisas são justificáveis.

Até mesmo a igreja tem se rendido a essa filosofia e visto o amor como o maior de todos os atributos divinos, confundindo-o com o próprio Deus. Alguns, nessa ânsia por elevar o amor ao mais alto pedestal de adoração, passam a achar que o mesmo é inimigo da disciplina. Veem disciplina e amor como irreconciliáveis entre si. Sendo assim, essa filosofia de que “tudo é justificável em nome do amor”, faz com que muitos vejam a disciplina para erros públicos e notórios, como uma violência contra o amor.

Entretanto, o contrário disso é verdadeiro. As Escrituras mostram uma realidade totalmente antagônica a esse respeito: “porque o Senhor corrige a quem ama” (Hb.12.6). “Porque o Senhor repreende a quem ama” (Pv.3.12). “Repreendo e disciplino a quantos amo” (Ap.3:19).

O Senhor ama sua igreja. E a disciplina corretiva é um claro indício desse amor paternal de Deus pelo seu povo. A igreja deixada por si mesma envergonha seu Senhor. A saúde espiritual de uma comunidade de crente passa pela disciplina de todos os seus membros, indistintamente, levando-os à maturidade cristã e à santificação.

Rev. Baltazar Lopes Fernandes | Publicado no boletim 1035 – 23 de julho de 2017.

Publicar um comentário