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O verdadeiro Natal – Lucas 2.8-20

O natal hoje está descaracterizado. Para muitos é só a maior festa capitalista. É a celebração do consumo. Lembra-se de tudo: parentes, amigos, necessitados, presentes, banquetes comemorações e festas (não há problemas em muitas dessas coisas). Mas o natal não existe para celebrarmos as coisas ou o outro, mas a Cristo que se fez carne (encarnação do Verbo).

Afinal, o natal o que é? O natal é de quem? O natal é para que? Estaria atrofiado o seu sentido religioso? A força do comércio o descaracterizou tanto que nos esquecemos da chegada de Jesus Cristo? Lamentavelmente, o que temos hoje são só pedaços do verdadeiro natal.

Lucas 2 é oportuno porque ele nos ensina que o verdadeiro natal começa no céu (Lc.2.10-14). O céu se abala de tal forma que os anjos descem a terra para dar essa alegre notícia. A partir do natal, Deus se fez carne, andou entre nós, experimentou nossas dores e vitórias.

Também, aprendemos que o verdadeiro natal se estende na terra (Lc.2.15, 20). É uma festa que não se reduz ao céu, ela prossegue na terra. Os pastores foram contagiados pelos anjos. Não ficaram indiferentes diante do que viram e ouviram. O anjo do Senhor anuncia aos homens o nascimento de Jesus. Deus quer que os homens se alegrem com o céu pelo natal. O anjo aparece aos pastores, que na época eram malvistos e marginalizados porque, sendo pobres, não tinham dinheiro para cumprir as exigências da lei. A esses pobres e marginalizados é anunciado, em primeiro lugar, a “boa notícia”. Isso mostra que o natal pode existir sem dinheiro. Todos podem comemorar o verdadeiro natal.

Por fim, aprendemos que o verdadeiro natal tem uma mensagem a ser proclamada (Lc.2.10, 17, 18). Nesse texto nós vemos a palavra “Evangelho” (boas novas). O anjo trazia o evangelho. As palavras do anjo se dirigem a todos os homens de todas as idades. São anúncios do evangelho, salvação que nunca passa.

Assim, comemoremos o verdadeiro natal, anunciando a todos que Deus se fez carne, trazendo salvação e graça aos povos.

Rev. Baltazar Lopes Fernandes | Publicado no boletim 1056–17 de Dezembro de 2017.

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