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O Sacerdócio Universal dos Crentes (cf. 1Pe. 2.5, 9; Ap. 1.5-6).

Também chamada de “Sacerdócio de Todos os Crentes”, essa doutrina foi essencialmente importante na Reforma Protestante do século XVI, uma vez que a Igreja Católica defendia severamente a diferença entre clérigos e leigos, sendo que somente os aqueles possuíam acesso direto a Deus. Os leigos, por sua vez, precisam exatamente dos clérigos para se aproximarem de Deus.

Embora pouco falada, essa doutrina é de suma importância para a igreja atual. Primeiramente, porque aponta para a nossa adoração. Temos livre acesso à presença de Deus, podendo adorá-lo sem qualquer mediação humana (Hb. 4.15-16). Em segundo lugar, implica em nossa comunhão; somos chamados para termos comunhão – e cuidado (1Co. 12.12-31) – uns com os outros. Por fim, aponta para nosso serviço; o ministério cristão não é limitado a um número pequeno e especializado de crentes. Cada cristão, segundo a vontade do próprio Senhor Jesus, é posto na igreja para que O sirva com os dons que Ele mesmo tem dado (Ef. 4.11-13).

Finalmente, a doutrina do Sacerdócio Universal dos Crentes aponta para a Pessoa e Obra de nosso Salvador Jesus Cristo. É por meio da Obra de Redenção que Cristo proporcionou achegarmos diante de Deus sem mediação humana. Sim, Cristo é o Sumo Sacerdote Eterno, segundo a Ordem de Melquisedeque (Hb. 7.17-19).

Que o entendimento desta doutrina nos leve a uma adoração sincera a Deus por meio de Jesus Cristo; que por sua vez nos conduza à comunhão amorosa, que se revela plenamente numa vida de serviço a Deus.

Licenciado Ricardo da Cruz Santana | Publicado no boletim 1059–14 de Janeiro de 2018.

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