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Não precisamos viver ansiosos – Fp.4.1-7

Creio que um dos mais desafiadores mandamentos bíblicos é o que está descrito em Fp.4.6: “não andeis ansiosos de coisa alguma.” Como não sentir ansiedade, preocupação, perturbação diante de tantos fatos da vida? Paulo sabia que o excesso de preocupação sufoca a fé e diminui o ímpeto espiritual.

Geralmente uma pessoa concentra sua ansiedade da seguinte forma: 40% – em que coisas que nunca vão acontecer; 30 % – em coisas do passado que não podem ser mudadas; 12% – em críticas de outras pessoas, na maior parte injustas; 10% – sobre a saúde, que acaba piorando, de fato, por causa da preocupação; 8% – em problemas reais, que precisam ser enfrentados.

Paulo, que estava preso nessa ocasião, orienta a igreja de Filipos a não viver ansiosa. E a ansiosidade já havia se instalado ali por conta de uma discussão entre duas irmãs (v.2). Isso tirou a alegria da igreja. Eles haviam perdido o objetivo, o alvo, o foco, o “por que” da sua existência (Fp.1.27; 2.2). A ansiedade se instala em nosso coração quando perdemos o foco em Deus. Pouco adiantará Deus resolver todas as suas pendências e necessidades se seus olhos não se voltarem para ele.

Assim, Paulo dá três conselhos para vencer a preocupação: primeiro, orar corretamente (Fp 4:6, 7) – O “pedir com ações de graças” introduz confiança e força em nossa oração. Segundo, pensar corretamente (Fp 4:8) – A paz envolve o coração e a mente. (Is 26:3). Pensamentos incorretos geram sentimentos incorretos, e logo o coração e a mente estarão divididos e estrangulados pela ansiedade. Terceiro, viver corretamente (Fp 4:9) – Paulo considera quatro atividades: “aprender e receber” e “ouvir e ver”. Uma coisa é aprender a verdade e outra bem diferente é recebê-la e assimilá-la no ser interior (ver 1 Ts 2:13).

Será que nós cristãos podemos ser reconhecidos como santos despreocupados em um mundo atribulado por medos e preocupações? Não basta ter fatos na cabeça, é preciso ter verdades no coração.

Rev. Baltazar Lopes Fernandes | Publicado no boletim 1023 – 30 de abril de 2017.

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