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Lidando com o conflito pessoal (Mt 18.15-22)

O que devemos fazer quando um irmão peca contra nós ou nos faz tropeçar? Ao longo da nossa vida podemos ter vários desentendimentos com pessoas, e isso pode gerar feridas muito profundas e difíceis de cicatrizar. Somente a intervenção de Deus em nossas vidas pode solucionar.

Mateus 18 nos fala do credor incompassivo. Ele é alguém que tem algo a receber e não tem compaixão. Essa história foi contada em um contexto de problemas de relacionamento (18.1,15).

Este texto fala do ajuste de contas de Deus para com o homem. Jesus dá o exemplo do rei e do servo (vv.23-27). Ele devia dez mil talentos ao rei. Um único talento equivalia a seis mil dias de trabalho. Teria que trabalhar duzentos mil anos para pagar sua dívida. Representa nossa vida diante de Deus. Nunca conseguiríamos pagar pelos nossos pecados.

Mas algo incrível acontece. O rei lhe perdoa toda a dívida e o despede livre. Então, o impensável também acontece. O homem encontra um conservo que lhe devia cem denários, um valor insignificante, e não perdoa. Pequenas dívidas perto daquilo que o Senhor nos perdoou. Deus “esqueceu” nossos pecados (decidiu não jogar mais em nossa cara). Assim nós devemos agir com o próximo.

Então, este texto no ensina a prática do perdão sem limites. Mas, às vezes, em vez de darmos perdão completo, oferecemos perdão condicional. “perdoo você SE…” ou perdoo você LOGO QUE…”; “Se você voltar e acertar tudo, eu perdoo você”, ou “Se você admitir a sua parte no problema, então o perdoarei”. Isso é perdão condicional. E a falta de perdão é uma prática destrutiva em nossa vida. Quebramos nossa comunhão com Deus – Is.59.2. Nos tornamos escravo do ofensor. E somos acometidos por doenças físicas por causa da amargura – Sl.32.3,4.

Amados, quando compreendemos a grandeza do perdão de Deus para conosco, somos levados a perdoar como atitude de gratidão para com aquele que nos perdoou em Cristo Jesus.

Rev. Baltazar Lopes Fernandes | Publicado no boletim 1039 – 20 de Agosto de 2017.

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