Ainda não há comentários

Coração compreensivo

Imagine se Deus dissesse a você: “Me pede o que quiser e eu vou te dar”. Seria muito bom, não é verdade? E foi justamente isso que Deus fez com Salomão. Por ocasião de sua posse como rei de Israel, Deus lhe concedeu esse privilégio (1Rs.3.5).

Salomão responde a Deus da seguinte forma: “Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo? (1Rs.3.9). Que resposta maravilhosa! Ele pede um coração compreensivo para desempenhar a tarefa que tinha pela frente.

De nada valerá grandes fortunas, cargos elevados e status se não tivermos discernimento para lidar com eles. O Senhor também nos dá inúmeras tarefas e nos incentiva a clamar, insistentemente, por sabedoria ao lidar com os desafios que elas nos impõem (veja Pv. 28.26 e Tg.1.5).

O coração compreensivo nos torna melhores ouvintes. Faz com que nos coloquemos no lugar do outro na hora de cobrarmos algo, ou falarmos alguma coisa. Isso ajudará a mãe sábia na hora de repreender a filha adolescente. O marido será mais paciente com a esposa, e vice versa, colocando-se um no lugar do outro.

Assim, lembremo-nos da palavra de Jesus: “Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Lc 6.31). É proveitoso porque, em efeito, é uma substituição — e a substituição é o âmago da realidade eterna. É uma força restauradora e libertadora porque se molda nAquele que tomou o nosso lugar — “o Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.20).

Rev. Baltazar Lopes Fernandes | Publicado no boletim 1043 – 17 de Setembro de 2017.

Publicar um comentário