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A NECESSIDADE DA REVELAÇÃO

A revelação é necessária por sermos criaturas (Gn.1.1,27). Deus, como Criador, existe independente de nós. Nós, ao contrário, precisamos Dele para existir. Mesmo assim Deus se comunica conosco.

Também, a revelação é necessária, porque somos pecadores (2Co.4.4).  O pecado nos torna espiritualmente cegos e ignorantes de Deus. Portanto, o único meio de se conhecer a Deus é quando Ele se revela a nós (2Co.4.6).

E Deus se revela na Criação (Rm.1.18-32). Paulo vê a ordem criada como a revelação de Deus a todos os povos. Todos deveriam reconhecer isso e render glórias a Deus (Rm.1.20,21). Em Atos 14.17 Paulo informa aos pagãos de Listra que Deus “não se deixou ficar sem testemunho” (Atos 17.26,27).

Deus também se revela no que chamamos de experiência moral (Rm.2.14,15,16). Ou seja, a consciência do não cristão consegue discernir o certo do errado. O não crente tem certa percepção da vontade de Deus, pois sabe julgar se as atitudes dos cristãos estão certas ou erradas (ITm.3.7; 1Pe.2.12).

Mas há limitações nesse tipo de revelação, a qual os estudiosos chamam de Revelação Geral. Nem mesmo para Adão antes da queda ela foi suficiente, pois Deus teve que se dirigir a ele diretamente (Gn.2.17). Somente através dela o homem não consegue conhecer a Deus (1Co.1.21).

Sendo assim, é necessária uma revelação especial: Jesus Cristo. Ele é o Verbo Eterno de Deus que “se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1.1, 14). Este é o cerne e o clímax de toda a revelação divina, o próprio Deus na pessoa de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

E são nas Escrituras que o Criador registra suas palavras às suas criaturas (2Tm.3.16). Essas palavras foram originalmente escritas e faladas a gerações específicas, mas pela sua providência elas se dirigem a todas as gerações (Rm.15.4; 1Co.10.11).

Louvemos a Deus por nos ter revelado toda sua vontade. E peçamos forças a Ele para a cumprirmos fielmente.

Rev. Baltazar Lopes Fernandes | Publicado no boletim 1050– 05 de novembro de 2017.

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