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A maravilhosa tarefa da igreja: Servir a Deus

A igreja de Deus não serve a ídolos mudos e nem uma força impessoal, mas a um Deus que fala ao seu povo e que também os ouve. E esse povo de Deus representa as realidades firmes e eternas, que não mudam com as marés culturais. Esse povo é chamado para representar o Deus a quem serve diante de um mundo que prefere não reconhecê-lo.

Assim, a igreja é pressionada por todos os lados a abandonar essa vocação, e falhará se não compreender “o mistério da piedade.” Por isso, ela não pode depender de si mesma, seus hábitos, suas energias e habilidades para fazer o trabalho. Essa dimensão do caráter cristão, ou seja, testemunhar aos de fora, exige um profundo compromisso com o Senhor. Uma fé que não exala o bom perfume de Cristo se torna incoerente e imprestável, assim como o sal que não salga e é pisado pelos homens (Mt.5.13), ou a luz que é escondida debaixo do alqueire (Mt.5.15).

Como Salomão diz em Eclesiastes 10.1: “Assim como a mosca morta produz mau cheiro e estraga o perfume, também um pouco de insensatez pesa mais que a sabedoria e a honra”. A pessoa tem uma vida inteira de honra e dignidade, mas uma mosca, uma pequena mosca de insensatez, arruína toda sua honra e toda a sua dignidade. A palavra traduzida por “insensatez” ou “estultícia”, é um termo hebraico que significa tolice. Paulo fala da importância de exalarmos o bom perfume de Cristo em toda parte (2Co.2.14-17). Era o que os de fora viam nos crentes da igreja de Jerusalém, pois o texto sagrado nos diz que eles contavam “com a simpatia de todo o povo” (At.2.46). E, em Estêvão, via-se o exemplo do procedimento de um líder da igreja, diante da sociedade que a cerca: “Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At.6.8).

E a característica marcante para um testemunho poderoso e impactante em meio à sociedade é a presença do Espírito Santo naquela vida (At.6.10; 7.55). A intrepidez é a marca registrada de um crente cheio do Espírito Santo (1Tm.3.13).

Rev. Baltazar Lopes Fernandes | Publicado no boletim 1055–10 de Dezembro de 2017.

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